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domingo, 2 de novembro de 2014

SurfCasting

Na sua essência o Surf Casting tem como objectivo a pesca em praia em situações de mar revolto. O "surf casting" lançamento na rebentação necessita de praias recortadas caracterizadas por uma grande inconstância do seu perfil e grande frequência de mar batido. É nestas condições que alguns dos peixes procuram alimento. Com uma boa ondulação, as águas são bem oxigenadas e o fundo da praia é revolvida o suficiente para por os peixes a procurar comida. Para este tipo de pesca não basta ter uma boa técnica e bom material; embora sejam indispensáveis, é bem mais importante a prática, a observação do mar e a acumulação de experiências. Um pescador de praia para obter bons resultados, tem uma boa cana de carbono, um carreto com boa saída de fio, utiliza linhas apropriadas para a bobine e consegue colocar a chumbada longe da praia.


 A escolha do pesqueiro

Vista de cima, uma praia não é totalmente rectilínea, possui verdadeiros pontões de areia que entram pelo mar, contrastando com reentrâncias mais ou menos fundas, designadas por "curveiros". A observação destes locais é indispensável à nossa decisão. Antes de montarmos o nosso equipamento de pesca e o pormos a pescar, devemos observar a praia à nossa volta durante algum tempo. Se o mar tiver uma ondulação forte, mais ou menos 2 metros e a corrente for significativa (detectamos a corrente pela velocidade da deslocação da espuma provocada pelas ondas e pelo ângulo formado entre a praia e a ondulação), devemos procurar um "curveiro" (canal) com boa comunicação com águas mais profundas e onde a corrente seja na direcção perpendicular à linha de costa, normalmente o centro do pesqueiro. Se a ondulação for fraca devemos ter muita atenção à direcção da corrente, mais difícil de detectar mas mais importante na nossa decisão. A pesca deve então realizar-se, não no centro do "curveiro" mas nas suas vertentes interiores. Devemos sempre procurar um pesqueiro onde haja alguma agitação de águas e onde se acumulem os detritos transportados pela corrente.
Quando o mar é muito calmo e a ondulação muito fraca, a pesca torna-se muito difícil e a procura de um bom local de pesca mais exaustiva. O peixe aproxima-se da praia só perto da praia-mar e são necessários lançamentos muito longos (normalmente obtêm-se melhores resultados na pesca nocturna). Nestas condições em que a rebentação é quase nula, existe um outro sistema bastante eficaz: consiste em efectuar um lançamento muito longo, só com uma chumbada. Depois recupera-se lentamente, e é o comportamento da chumbada que nos vai dizer onde pescar! Se a chumbada se desloca em pequenos saltos, estamos na presença de um fundo sem peixe. O sinal dos depósitos de detritos é nos dado quando a chumbada tende a sofrer uma prisão, sente-se uma maior resistência; é quase uma sensação de fundo macio. É este o local que nos interessa. Normalmente são necessários vários lançamentos, uns mais longos e outros mais curtos para realizarmos esta sondagem do local de pesca.
Outro pesqueiro a considerar são as línguas de areia paralelas à linha de costa. Normalmente estas "coroas" de areia provocam a rebentação da ondulação. Por detrás da rebentação poderemos, com êxito quase certo, procurar as nossas presas, ainda um tipo de pesqueiros muito interessantes, são aqueles onde afloram formações rochosas cobertas de bancos de mexilhões. As douradas "adoram" estes locais, o importante é sabermos se as rochas não estiveram cobertas de areia até há pouco tempo e por isso sem "vida" a recobri-las. A instabilidade das areias na praia tornam a busca de locais de pesca uma constante que o pescador atento não despreza. Basta mudar a direcção do vento e todas as condições se alteram.
Falta ainda falarmos da maré. De facto à medida que a maré vai subindo ou descendo as condições alteram-se e com elas o local de pesca. Quando o mar é muito agitado devemos procurar pescar na baixa-mar e nos canais fundos onde se encontram as correntes. Quando o mar é calmo a pesca deve realizar-se mais perto ds praia-mar e quase sempre no surribo da coroa de areia.

Material Necessário

Cana: - Dimensões: entre os 2.10 e os 5 metros
- Acção: 100-200 , Max 250 g
- De duas ou 3 partes, telescópica (mais frágil)...

Carreto: Robusto, que aguente a corrosão da água salgada, com drag frontal, deverá levar 250 metros de linha 0.35, que possua uma bobine com um bom enrolamento e com uma boa saída de fio.

Linha do carreto: 0.35 de boa qualidade com uma ponta de 0.45 no máximo.

Anzóis: Desde o nº 4 e o 3/0 (Deverão possuir um bico afiado, poderão ser de patilha ou de argola)

Linha para empate e madres: Desde o 0.30 até ao 0.45 (Deverá ser uma linha macia, resistente).

Acessórios para montagens: missangas de diâmetro do olhal do
destorcedores, destorcedores simples, destorcedores com clip para
chumbada, peça de engate de montagem.

Chumbadas: Tipo pirâmide quadrangular – 120,150,170,200 g
Tipo foguetão – 100,120,140,160 g

Acessórios: Navalha
Elástico de amarrar isca (opcional)
Agulha de iscar (opcional)
Starlights + fita transparente (pesca nocturna).

Montagem:

Dois principios muito utilizados são
  • mar batido - estralhos pequenos
  • mar caído  - estralhos grandes.
Com mares caídos quanto mais fina a montagem melhor. A montagem deve sempre ter os estralhos impecáveis sem nós a meio, sem estarem enrolados porque assim é que o peixe lhes pega, o aumento do diâmetro dos fios é importante quando o mar enrolar os fios.
Uma das montagens mais comuns para surfcasting: 
Montagem de pesca para surfcasting
 

Lançamentos (Arremessos)

Nomenclatura

Portugal: Lançamentos.
Brasil: Arremessos.
Os lançamentos no surfcasting revestem-se de especial importância, podem-se dividir em  quatro categorias

Lançamentos por cima

É um lançamento de precisão, se bem que com uma boa pratica se podem alcançar lançamentos superiores a 80 metros. Deve-se posicionar com uma ligeira flexão de pernas, com uma delas adiantada, coloca-se uma mão junto ao carreto e a outra criando o maior angulo possível entre ambos os braços. Passa-se a cana de pesca por cima da cabeça e unicamente com o movimento dos braços lança-se. Depois de dominada esta técnica, pode-se dar uns passos atrás da linha de lançamento permitindo obter mais alguns metros.
Técnica de Lançamento Surfcasting

Lançamento lateral

Este tipo de  lançamento é o mais utilizado pelos pescadores de surfcasting, a posição é idêntica ao lançamento por cima no entanto o lançamento é executado com o balanço de todo o corpo e não unicamente pelos braços. Passa-se a cana por cima da cabeça e girando todo o corpo posicionando-o na mesma posição da cana. Ao efectuar-se o lançamento gira-se o corpo para a posição frontal impulsionando o lançamento com a perna de apoio. Pode-se igualmente tomar um ligeiro balanço e aumentar a distância em que o isco vai cair.
Lançamento lateral em surfcasting

Lançamento pendular

As posições adoptadas são idênticas ás anteriores, no entanto, o peso do lançamento é usado como catapulta. Este tipo de lançamento exige uam ténica apurada, de outro modo o lançamento cairá sempre longe de onde pretendemos.

Lançamento a partir do solo

Neste tipo de lançamento o corpo fica numa posição idêntica ao lançamento lateral, a única diferença consiste no facto dos estralhos e pesos se encontrarem no solo.

Lançamento surfcasting a partir do solo

Nenhum destes tipos de lançamento se podem considerar melhores ou piores, cada um deles adapta-se particularmente a cada pessoa e ao seu gosto pessoal.

Que tipo de cana(vara) usar ?

Embora o critério possa variar em função até do gosto pessoal, pode-se definir que a sua dimensão deverá ser adequada á distância que se pretende lançar. Podemos definir 3 zonas e em função da distância utilizar a que mais se adeque.
DistânciaDimensão / tipo
até 40 metros2,10 a 2,75m (9 a 11 pés), de ação rápida, leves e sensíveis.Pesca de praia
de 40 a 80 metros2,75 a 3,30m(9 a 11 pés), ação rápida, casting entre 80 e 110gr, resistente o mais leve possível
mais de 80 metros3,30 a 5,00 (11 a 16,5 pés), ação rápida e ultra-rápida, resistentes e fortes, casting entre 100 e 250 gr.

Pesca Embarcada

 Este tipo de pesca caracteriza-se pela captura a partir de uma embarcação. Existem variadíssimas técnicas de pesca embarcada,  variam em função das condições físicas do local, das condições meteorológicas e das espécies peixe existentes no local. Quanto ás especies de peixes podemos dividi-las em quatro grupos:

  • Peixes tipicamente bentónicos:Vivem em contacto com o leito do mar, passa a maior parte das suas vidas no fundo;Os peixes–chatos (solhas, linguados e raias), os bleniídeos e os góbios.
  • Peixes bentónicos: Não se afastam mais de um metro do fundo do mar;labrídeos (bodiões) e os serranídeos (meros, garupas, serranos e robalos).
  • Peixes pelágico–bentónicos:Estão ligados ao fundo do mar, mas fazem a sua vida a uma certa distância dele. Os esparídeos (canário–do–mar e castanhetas).
  • Peixes tipicamente pelágicos:Vivem toda a sua vida totalmente independentes do fundo do mar. As bogas, os atuns e os espadins.
A técnica a utilizar a partir da embarcação varia ainda em função de determinadas condições:
  • corrente;
  • vento;
  • profundidade;
  • tipo de fundo;
  • época do ano;
  • hora;  

Assim, os peixes distribuem-se por toda a superfície dos fundos marinhos e por toda a massa de água, desde a orla litoral até às maiores profundidades.  É importante para o pescador saber em que áreas pode encontrar determinadas espécies. 
A topografia do fundo do mar pode-se dividir em quatro áreas: 
  • Litoral
  • Plataforma continental – até  130/150 metros;
  • Vertente continental – até 2500/3000 metros;
  • Planície abissal – até 6500 metros de profundidade.

Para o pescador recreativo ou desportivo, só interessa as três primeiras áreas,  particularmente o litoral e a plataforma continental. 

As Técnicas de Pesca

As principais técnicas de pesca,  são as seguintes:

  • A pesca de fundo com barco fundeado

Este tipo de pesca consiste em ter uma cana na mão dotada de um fio com um aparelho dotado de um ou vários estralhos, que se deixa ir até ao fundo.

  • A pesca à deriva (Drifting)
Esta técnica consiste em utilizar a deslocação da embarcação sob o efeito da corrente e do vento, a fim de percorrer as zonas de pesca com iscos naturais.
  • A pesca de lançamento
Colocação de um isco natural vivo ou morto no melhor local, a fim de ele evoluir naturalmente na corrente.
A pesca ao lançar – recolher Esta técnica é intermediária entre a pesca de fundo e a pesca de lançamento. Visa lançar e recolher lentamente um isco natural ou artificial.
  • A pesca ao corrico (Spinning)
 O princípio desta técnica consiste em arrastar uma ou várias linhas dotadas com iscos naturais ou amostras.
  • A pesca à bóia
É a técnica de pesca que utiliza bóias, a fim de poder apresentar aos peixes um isco.
  • A pesca com linha morta 
A linha pesca só, sem chumbada nem bóia, ao sabor da corrente.
  • A pesca contra a corrente
Trata-se de lançar um aparelho munido de uma chumbada com grampos visando fixá-la no substrato, contra a corrente.
  • A pesca com cana pousada
A cana é colocada no porta canas, depois de efectuado o lançamento e o aparelho ter sido colocado no fundo.

Pesca Directa

A pesca directa pratica-se com uma cana sem carreto e que leva uma baixada, fio mais boia, anzol, etc, do tamanho da cana. Esta pesca é muito utilizada em pescas rápidas, como no maranhão. O problema é que a pesca directa obriga ao uso de bandeiras, comprimento de fio que vai da ponteira até à boia, muito grandes. Isto dificulta a ferragem, pois quanto maior é a bandeira mais tarde ferramos o peixe. Para pescas como a das bogas, peixe difícil de ferrar a pesca directa torna-se complicada. Por isto surgiu a pesca Francesa. 

Existem alguns pescadores que consideram pesca directa quando a linha do carrete(molinete) liga directamente com o anzol.

Pesca Fundo

Como o nome indica este método é utilizado para colocar o isco junto ao fundo. A pesca ao fundo  ou de lançamento na rebentação é utilizada em toda a costa e permite capturas todas as espécies costeiras.


A cana de pesca deve ser sólida, ter de 4,5m a 6m, as passadeiras não devem ter um diâmetro elevado, no entanto também não devem ser muito apertadas porque assim dificultam lançamentos longos.

O carreto deve ser grande e ter uma boa capacidade, no mínimo 250 metros com fio 0,40.
A linha deve ser forte e resistente normalmente apanham-se os maiores espécimes da costa com este método. No Inverno deve utilizar-se fio 0,50 já que normalmente as águas são pouco luzas, em águas muito claras e mar calmo pode-se diminuir até fio 0,30 de boa qualidade, compare sempre os teste de peso feitos a cada uns dos fios por vezes encontramos diferenças de quilos para fios da mesma espessura.
As chumbadas utilizadas podem ir de 100gr a 300gr em função do estado do mar.
Pode-se pescar com este método em qualquer estado da maré, na praia-mar são vários os peixes que se aproximam da costa, não devemos ficar muito tempo no mesmo local se não encontramos peixe, devemos assim ir percorrendo a praia à procura de peixe.
Montagem comum para pesca ao fundo ou de rebentação 
Montagem Pesca ao Fundo

Pesca Pluma


pesca plumaA pesca à pluma (flyfishing) ou pesca com mosca tem como base a utilização de moscas artificiais como isco base de captura. Existem relatos da sua utilização na China em 2000 AC. O flyfishing moderno surge sobretudo como modalidade de captura para truta e salmão, no Séc. XX a sua utilização estende-se a outro tipo de espécies sendo mesmo utilizada para pesca no mar. Esta modalidade muito técnica consiste de base, no lançamento do isco(pluma - mosca) sobre a água de modo a potenciar a captura, exige alguma prática e técnica assim como a visualização do peixe (normalmente quando anda próximo da superfície). A principal diferença para outras técnicas consiste sobretudo na linha, pesada o suficiente para enviar a pluma para o local pretendido. Em Portugal, para além da clássica truta (com poucos locais de captura), pode ser utilizado na pesca do lúcio, barbo, boga, escalo, achigã (black bass), carpa. As capturas de espécies como a carpa e o barbo que se alimentam de pequenos insectos e larvas ou o lúcio e o achigã que se alimentam de pequenos peixes, rãs etc., requerem que a pluma simule o seu alimento. A mesma técnica pode ser utilizada no mar para captura de peixes como o peixe-agulha, a taínha ou mesmo o robalo quando anda na superfície alimentando-se de pequenos peixes.

Mosca ou Pluma

Pluma de pescaA mosca ou pluma é um isco artificial que imita insectos ou larvas de que as espécies a capturar se alimentam. A pluma nem sempre necessita de ser uma imitação realista, necessitamos apenas que pelo local onde o peixe se alimenta.

Canas de pesca para fly fishing

Para pescar à pluma, a cana deverá ser leve para evitar a fadiga, preferencialmente, progressiva ou de acção média. O equilibrio entre a cana, o carreto e a linha é fundamental uma vez que os lançamentos devem ser efectuados com muita precisão. As canas de acção lenta ou parabólica permitem pescar com secas ou ninfas muito pequenas, ao possibilitarem lançamentos muito suaves que não deterioram a pluma. Uma cana de acção média, é por isso mais versátil mas com algumas limitações. As canas de acção rápida são ideiais para pescar em dias de vento e em grandes lagos ou rios, nestes casos teremos de utilizar moscas de maiores dimensões.
Cana / Nº LinhaPlumas recomendadasAcção cana de pesca
338--12accção cana pluma
426--10
524--08
620--06
716--04
812--1/0
910--2/0
108--3/0
116--4/0
124--6/0
montagem pesca à mosca

A linha para a mosca

A linha é a principal diferença da pesca à pluma, têm normalmente 20 a 30 metros podem-se sub-dividir em três categorias, as linhas afundantes que afundam completamente, as linhas que afundam alguns metros abaixo da linha de água e as mais utilizadas que flutuam à superfície.

Floating Lines - Linhas Flutuantes

As linhas flutuantes são as mais utilizadas para a pesca à mosca. Destacam-se as linhas tipo WF (Weight forward - peso concentrado na frente) que permitem uma enorme precisão de lançamento. Outras variedades são comuns, Taper (Extremidades iguais e pontas afinadas), Level (mesmo diâmetro em todo comprimento da linha). São utilizadas na pesca da truta, achigã entre outras espécies.

Linhas Sinking

As linhas sinking têm um alto indíce de afundamento. São linhas concebidas para pescar em maior profundidade para peixes que habitam os leitos dos rios, lagos e praias. Existem linhas (Shooting Head) com aproximadamente 10 metros que se destinam à área de arremesso sendo a restante linha da montagem uma linha extra denominada running line. As linhas Siking Tip têm a mesma base das shooting head, no entanto, possuem uma linha flutuante incorporada e a parte inicial afundante. São utilizadas normalmente em canas mais pesadas, a taxa de afundamento é feita em grains. Quanto maior o valor em grains, maior a razão de afundamento da linha maior deverá ser a numerção da cana.

Linhas Intermédias

As linhas Intermediate(intermédias) têm uma taxa de afundamento baixa, a taxa de afundamento varia de I a V, sendo a I de afundamento mais lento e a V de afundamento mais rápido. São linhas fabricadas com cores camufladas(camo). São usadas na pesca em águas mais rápidas.

Linha Leader

A linha leader (não confundir com a linha madre das montagens convencionais) é uma linha transparente cónica, tem entre 1,8 e 3,6 metros na sua extremidade mais grossa é fixa a linha de fly. A relação do seu diâmetro é de 1 a 8 vezes o diâmetro inicial. Quanto maior a redução menor será o seu diâmetro possibilitando a utilização de moscas muito pequenas, no sentido inverso, um menor redução permite o uso de moscas maiores para peixes de maior dimensão.

Tippet

Denomina-se tippet a ponta da linha que está ligada à mosca. Tem normalmente de 30 a 40 cm e ajusta-se ao diâmetro final da linha leader. A mosca é atada ao tippet, sendo que, em cada troca de pluma a linha vai diminuindo necessitando de substituição ao fim de algumas trocas de isco.

Backing

Backing é uma linha trançada de ceda que se fixa no carreto e na linha de arremesso. O seu comprimento é de 100 a 200 metros e serve como linha adicional caso o peixe na captura apanhe muita linha.

O carreto ou carretilha

 carreto ou carretilha pesca à moscaO carreto, ao contrário de outras técnicas de pesca, não é tão importante nem tão utilizado. Destina-se sobretudo a armazenar a linha de fly e, em alguns casos, o seu travão é usado para travar o peixe capturado.

Os carretos para a pesca em água doce podem dividir-se em três tipos: os manuais, os semi-automáticos e os automáticos.

Os automáticos quase não se usam devido ao seu peso excessivo e pouca eficácia. Os semi-automáticos recolhem a linha com um sistema que ao carregar, recolhe uma determinada quantidade de linha. A vantagem deste carreto está na recolha da linha ser muito rápida, o acesso à regulação do travão torna-se numa desvantagem, é necessária uma chave especifica para regular a sua tracção. Os carretos manuais são aqueles que, para se recolher a linha, se utiliza uma patilha presa no tambor. São estes os carretos mais utilizados para todas as situações, por serem os mais simples em termos de mecanismo e, sem dúvida, os mais eficazes.

Pesca corrico

Este método é indicado para capturarmos peixes predadores, tipo robalo, cavalas, peixe agulha, entre outros. Na pesca de rio é utilizada também para pescar taínha (fataça). Para a pesca ao corrico convém não utilizar uma cana muito pesada, visto que passamos a maior parte do tempo com a cana na mão. 

A pesca do corrico consiste em lançar uma amostra para uma determinada área e depois recuperá-la, esperando que algum peixe a ataque, uma vez sentida a mordida, puxa-se a cana com força para ferrar melhor o peixe, e em seguida tenta-se tirar o peixe para fora de água o mais rapidamente possível.
Este método não é indicado para águas muito fechadas já que o peixe tem que ver a amostra para a atacar.   
Boia de água utiliza-se enchendo
parcialmente a bóia com água. 
 Boia de água

Montagem de pesca ao corrico

montagem ao corrico

Pesca Bolonhesa

A Pesca à Bolonhesa define-se como a pesca com cana telescópica e carreto tem uma enorme popularidade em Itália, país onde teve a sua origem.


Em Portugal, tal como nos restantes países, é uma técnica que não penetrou nos hábitos da maioria dos pescadores, nomeadamente na competição, limitando-se a ser uma pesca de recurso em determinadas situações adversas para as outras técnicas como a francesa e a inglesa.

A técnica da bolonhesa não deve ser confundida com um outro tipo de pesca muito vulgar no nosso país especialmente na prática da pesca exclusivamente de lazer, assente também numa cana telescópica e com uso do carreto mas tecnicamente algo rudimentar.

Embora de certo modo similar à inglesa nos seus objectivos, a Pesca à Bolonhesa caracteriza-se como uma pesca de média e longa distância e ou de águas com corrente em condições de ausência ou pouco vento, já que este quando moderado ou forte é incompatível com a prática da bolonhesa, e fundamentalmente pelo facto de o fio estar ligado entre a ponteira da cana e a bóia sempre fora de água, o que obriga o pescador a uma constante atenção para poder manter toda a montagem em tensão.

Canas   


 As canas são telescópicas com passadores e possuindo um comprimento que pode variar entre os 4,5/5 e os 8 metros. Podem ser em fibra de carbono, mais leves e de diâmetro menor, ou então de outras fibras mais baratas mas mais pesadas e incómodas que provocarão um maior esforço físico.
 Cana de Pesca Bolonhesa
Qualidade/MaterialFibra vidro (oca)Diversos compostosGrafite (Carbono)
VelocidadeRazoávelBoaMuito boa
PesoMédioMédio/baixoBaixo
Resistência a pancadasBoaRazoávelFraca
Condutora electricidadeNãoNão/SimSim
PreçoMédioMédioElevado

Anzóis        

Os anzóis podem ser os mesmos usados para a pesca inglesa, arredondados, com patilha curta, bico fino e resistente e uma farpela reduzida.
Anzol NºAsticotFouilliMilhoMinhocaPão ou
Batata
PinkyTrigoVers de
 Vase
anzois de pesca26X    X  
24X    X  
22X    X  
20X    X  
18X    X  
16X XXX X 
14X XXX X 
12X XXX X 

Pesca Francesa

A técnica da Pesca à Francesa, de nome original "Au Coup", também designada por Roubaisienne, continua a ser uma das técnicas mais usadas na pesca desportiva, mantendo a sua essência no que diz respeito a uma maior eficácia quer na dissimulação com montagens muito mais sensíveis quer no significativo controlo que transmite ao pescador da movimentação do peixe no pesqueiro. Esta técnica é sem dúvida a mais indicada para a iniciação à pesca desportiva.

A pesca à Francesa conssite numa cana com um eslático interior ligado à linha de pesca e ao isco.
Cana Pesca Francesa - Au coup
Cana Pesca à Francesa

A pesca à Francesa é muito praticada em rios, permite o controlo perfeito da bóia mesmo com correntes.

Esta técnica utiliza a baixada do tamanho idêntico à profundidade no local. Assim se tivermos 3m de profundidade colocamos uma baixada de mais ou menos 3,5m. Assim necessitamos de uma cana muito comprida, tanto quanto a distância a que queremos pescar. As canas francesas actuais e mais utilizadas andam nos 14,5m mas vão até aos 18m.

Pesca Francesa Dimensão cana, profundidade
   


Por exemplo, num rio temos cerca de 2,5m de profundidade. Repare-se que a distância normal de pesca são os 14m. Assim coloca-se uma baixada com 3m de comprimento.

       
Pesca Francesa Métodos


Uma cana francesa é de encaixes, ou seja, os elementos são embutidos uns nos outros. Assim podemos aumentar ou diminuir o tamanho da cana durante a pesca.

Depois de ferrado o peixe a cana é enviada para trás com o auxilio de um roller ou de qualquer coisa só para a cana não roçar no chão visto serem canas de elevado custo e também para termos mais sensibilidade, pois o peixe pode-se desferrar. Quando chegarmos ao encaixe em que temos para a frente 3 ou 4m de cana desencaixamos e tiramos o peixe com o mesmo comprimento de cana e fio.


Pesca Francesa técnica

Pesca à Inglesa

Pesca Inglesa
A técnica da Pesca à Inglesa tem a sua origem nas ilhas Britânicas, e surgiu da necessidade dos pescadores britânicos ultrapassarem algumas dificuldades na pesca desportiva em virtude de um clima mais chuvoso e ventoso que no resto da Europa e pelo facto de na maior parte dos rios e albufeiras os peixes, mais desconfiados, tenderem a manter-se muito afastados das margens.

Pesca Inglesa consagrou-se como uma técnica eficaz e com excelentes resultados na competição, já que permite realizar capturas a longa distância, 20/25 ou mesmo 40/50 metros, a qualquer profundidade e em situações adversas no que diz respeito à corrente e ao vento.
O pescador na pesca Inglesa pode utilizar dois sistemas distintos. Esta técnica consiste em colocar o isco em profundidade correndo o fio pelo boia, é utilizado fio afundante, algumas variantes a esta ténica permitem colocar a bóia fixa. A profundidade do isco em relação à bóia é definida por um nó corrediço ou chumbo colocado no fio antes da bóia.

A utilização de um ou outro sistema depende da profundidade da água, ou por simples opção do pescador:
  • Com bóia fixa, para pesqueiros com profundidade inferior ao comprimento da cana.
  • Com bóia de correr (slider), para profundidades superiores à cana.
A utilização da bóia de correr é aparentemente mais complicada para quem se inicia nesta técnica de pesca desportiva, mas indispensável para a obtenção de bons resultados em grande parte dos nossos rios e albufeiras.

Canas 

As canas inglesas devem ser constituídas por 3 corpos e ter um comprimento entre 3,90 e 4,20 metros, menos ou mais rijas mas com resistência garantida, capacidade para poderem lançar bóias até 20 g., e com um número necessário de passadores para um melhor controlo do lançamento e da recuperação.
 Fibra vidro (oca)Diversos compostosGrafite (Carbono)
VelocidadeRazoávelBoaMuito boa
PesoMédioMédio/baixoBaixo
Resistência a pancadasBoaRazoávelFraca
Condutora electricidadeNãoNão/SimSim
PreçoMédioMédioElevado

Carretos

Os carretos ligeiros com bobines cónicas tipo "match" com uma capacidade máxima para 200 ou 250 metros de fio. Será imprescindível possuir várias bobines com diferentes diâmetros de fio.

Fios

A característica fundamental do fio a utilizar assenta nas suas propriedades afundantes. Após cada lançamento será necessário recuperar algum fio para o posicionar bem esticado e abaixo da linha de água. Normalmente bastará um 0,12 para uma pescaria normal e um 0.14 para maiores profundidades, longas distâncias ou exemplares de maior porte.
PeixeAnzolFio nº
Barbos, carpas, bogas pequenos...18/200,08 - 0,10
Carpas, barbos, pimpões médios...12/160,12 - 0,14
Peixe pequeno, bordalos, abletes, góbios ...22/260,06
Peixe grande12 +16 +


Relação linha/resistência
Linha Ø (mm)0,120,140,160,180,200,22
Resistência
(kgs.)
< 1,1001,5001,8002,2002,800> 3,200

Bóias

Na variadíssima gama de bóias ao dispor no mercado, na maior parte fabricadas em pena de pavão ou em fibras e com chumbo incorporado em vários dos seus modelos, deverá ter sempre em conta a sua utilização em cada situação de pesca:
As do tipo "waggler" (insert e straight) ou a com flyer para águas pouco profundas e a curta distância;
A "bodied" ou "onion" com "flyer" e a "swinger" para maiores distâncias, maior profundidade e vento moderado;
A "stick" para águas com corrente mas estáveis;
A "avon" para águas muito alteradas pelo vento ou de correntes mais fortes.
stickavonswingeronionbodiedwaggler
insert
wagglerwaggler
flyer
stickavonswingeronionbodiedinsert wagglerstraight wagglerflyer waggler

Chumbos

Os chumbos deverão ser macios para uma rápida e eficaz substituição e de todos os tamanhos desde os "ssg" até ao nº13. Quando na utilização de chumbos a travar a bóia deverão ser usados com fio de silicone para protecção da montagem. A mesma característica se aplica às olivas.

Chumbo/Peso
Ch.nº12345678910111213LGSSGSGAAAABBB
Peso (gr.)0,290,240,190,160,130,110,090,070,050,040,030,020,013,01,61,20,80,60,4

Os Lançamentos

A cana inglesa deve ser lançada em Xicote quando se usa um boia fixa. Além de ajudar a dar direcção ao lançamento, torna-o mais longo. Depois de lançada e quando vai quase a tocar na água deve-se travar o fio, para isso basta por um dedo em cima da bobine do carreto com cuidado. Isto vai fazer com que todo o fio que está por baixo da boia até ao anzol seja transportado para a frente nunca enliando com o que está por cima da boia. Note que no lançamento é a boia que vai à frente e as duas secções de fio (carreto e montagem) veêm atrás. Depois da montagem cair na água, deve-se colocar a ponteira da cana na água e enrolar até se ver todo o fio a afundar. A partir deste momento estamos em acção de pesca. Veja o gif animado do lançamento em chicote.

Pesca com bóia de correr

Bóia de correr - Montagens
Média profundidade e fraca correnteProfundidade elevada e com alguma correnteSondagem profundidade
Montagem média profundidadeP Inglesa águas profundas

Sondagem de profundidade

Pesca com bóia fixa

Bóia fixa - Montagens
Águas pouco profundas e fraca correnteÁguas pouco profundas e fraca correnteÁguas pouco profundas e fraca corrente
Média profundidade e com correnteMédia profundidade e muita correnteÁguas de média e muita profundidade
Montagem Águas pouco profundas e fraca correnteMontagem Águas pouco profundas e fraca correnteMontagem Águas pouco profundas e fraca correnteMontagem Média profundidade e com correnteMontagem Média profundidade e muita correnteMontagem Águas de média e muita profundidade



Nós bóias de pesca waggler
Os pequenos wagglers podem ser bloqueados simplesmente entre chumbos, mas é preferível tornar a montagem desmontável para mudar de bóia segundo as condições (vento, corrente...). O nó mais simples é chamado o "tétine" (D). O tétine é enfiado sobre o corpo de linha, e a base do waggler é introduzida no tétine. Para os wagglers pesados (A), é preferível adoptar laços mais fortes como os modelos de Stonfo (B e C). Existe laços especiais (E) para montagem coulissant (sliding rig) ou o flutuador desliza até ao encontro de um nó (F).

 
Anzol NºAsticotFouilliMilhoMinhocaPão ou
Batata
PinkyTrigoVers de
 Vase
anzois de pesca26X    X  
24X    X  
22X    X  
20X    X  
18X    X  
16X XXX X 
14X XXX X 
12X XXX X 
Fonte:Associação Pesca Desportiva Portalegre .